quinta-feira, janeiro 26, 2012


"O artesanato não quer durar milênios nem está possuído da pressa de morrer prontamente. 
Transcorre com os dias, flui conosco, se gasta pouco a pouco, não busca a morte ou tampouco a nega, apenas aceita esse destino. 
Entre o tempo sem tempo do museu e o tempo acelerado da tecnologia, o artesanato tem o ritmo do tempo humano. 
É um objeto útil que também é belo; um objeto que dura, mas que um dia, porém se acaba e resigna-se a isto; um objeto que não é único como uma obra de arte e pode ser substituído por outro objeto parecido, mas não idêntico. 
O artesanato nos ensina a morrer, e fazendo isto, nos ensina a viver".

PAZ, Octavio. "O Uso e a Contemplação". São Paulo: Editora Cultura e Ação, Revista Raiz n. 3, p. 82-89, 2006.




                                                       

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